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Geopolítica argentina a partir de Entre Ríos
Geopolítica argentina
O Geopolítica.ar é o único portal de análise geopolítica editado na província de Entre Ríos, Argentina. Analisa o Atlântico Sul e a questão das Malvinas, a Antártida, a Hidrovia Paraná-Paraguai, a Bacia do Prata, a relação com o Brasil e os recursos estratégicos argentinos a partir do interesse nacional da Argentina.
As análises abaixo são edições em português de textos publicados originalmente em espanhol. Cada uma remete à sua versão original, que continua sendo o texto de referência.
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Todas as análises em português
- A saída de Flávio Bolsonaro e o risco de a Argentina pagar por uma lealdade de Milei28 de outubro de 2026A passagem do senador brasileiro por Puerto Iguazú exige explicações que vão além de um trâmite migratório. Se a afinidade com o bolsonarismo condicionar a relação com o Brasil, a Argentina expõe seus interesses comerciais e sua autonomia diplomática.
- Lula freia o bolsonarismo: Milei perde uma aposta e a Argentina enfrenta um dilema estratégico27 de outubro de 2026A reeleição de Lula altera as expectativas geopolíticas de Washington e de Buenos Aires. O desafio argentino será reconstruir uma relação indispensável sem confundir o interesse nacional com as preferências ideológicas do governo.
- Doze sinais britânicos sobre a escalada no Atlântico Sul11 de outubro de 2026Um levantamento dos documentos oficiais britânicos e da imprensa geral e especializada do Reino Unido entre abril e outubro de 2026 identifica doze variáveis que medem a tensão em torno das Malvinas. Oito impulsionam a escalada e quatro a contêm, com prazos que convergem entre novembro de 2026 e o primeiro semestre de 2028.
- O Chile agita um «evento crítico» enquanto rompe o cerco à ocupação britânica11 de outubro de 2026Uma informação atribuída a fontes de inteligência chilenas não identificadas antecipa que a Argentina poderia interceptar o Danstar, o cargueiro com o qual Punta Arenas pretende abastecer a ocupação britânica nas Malvinas. O suposto relatório não tem órgão emissor nem data, mas já cumpriu uma função política. Coloca a Argentina no papel de agressora potencial antes da partida e mistura o Estreito de Magalhães com as Malvinas, justamente quando se abre uma brecha no cerco que a Argentina mantém sobre o arquipélago desde 2010.
- Uma rota a partir de Punta Arenas abastecerá a ocupação britânica nas Malvinas10 de setembro de 2026A Argentina tem três frentes abertas no extremo austral e costuma discuti-las separadamente. Nesta semana elas apareceram como uma só, e a mais urgente foi também a menos mencionada. A rota marítima que se abre em novembro de Punta Arenas a Puerto Argentino dá às ilhas a retaguarda continental que nunca tiveram. Somada ao petróleo do Sea Lion, completa os dois pilares da viabilidade econômica do arquipélago. O isolamento era o último custo que a ocupação ainda tinha.
- O Atlântico Sul é um sistema, e a Argentina o discute por partes10 de setembro de 2026Buenos Aires trata as Malvinas, a Antártida, a pesca ilegal e a Terra do Fogo como dossiês separados. Londres os administra como um único sistema, com um comando único que une Mount Pleasant, as Geórgias do Sul, as Sandwich do Sul e Ascensão, e com uma rede de relações sul-americanas que barateia o custo de permanecer no Atlântico Sul. Chile, Uruguai e Brasil sustentam essa rede sem nunca terem renunciado ao apoio diplomático à posição argentina, porque até agora essa duplicidade não lhes custou nada.
- Brasil sob pressão: cinco frentes geopolíticas que estão reorganizando a América do Sul5 de agosto de 2026As tarifas estadunidenses, a disputa sobre as eleições brasileiras, a securitização do crime organizado, a crise com a Argentina e a aproximação com a China não são acontecimentos desconexos. Em conjunto, revelam uma luta crescente para determinar a orientação internacional do Brasil e, por extensão, o equilíbrio de poder sul-americano.
- Quando a afinidade ideológica desloca o interesse nacional31 de julho de 2026A participação de Javier Milei na campanha presidencial brasileira provocou uma resposta formal do Itamaraty. Ainda não há ruptura nem represália econômica, mas a Argentina enfraqueceu desnecessariamente sua interlocução com o país que concentra alguns de seus interesses industriais, energéticos e regionais mais importantes.
- Treze milhões de hectares: a estrangeirização da terra argentina lida por departamentos6 de agosto de 2025Os dados oficiais do Registro Nacional de Terras Rurais mostram 36 departamentos acima do limite legal de 15% de propriedade estrangeira. Quatro dos mais comprometidos estão sobre o rio Paraná.
- A Hidrovia Paraná-Paraguai: a artéria fluvial do interesse nacional argentinoA geopolítica do corredor por onde sai a maior parte das exportações argentinas: soberania, renda e federalismo após a concessão da Via Navegável Troncal.
- Malvinas e o Atlântico Sul: a geopolítica de um oceano ocupadoDo litígio diplomático à militarização do Atlântico Sul: os interesses marítimos, a plataforma continental e a antessala antártica.
- Lítio: o novo mapa dos recursos críticos e o desafio de industrializar na origemA transição energética, os modelos em disputa e o federalismo do recurso: por que a chave está na capacidade de industrializar o lítio, mais do que no mineral em si.
- Antártida: a ciência como soberania e o mito de 2048Uma presença centenária, o regime do Tratado Antártico e a nova corrida pelo continente branco.
Eixos temáticos (em espanhol)
O arquivo completo, em espanhol